16/06/2005

Mais uma Conquista - parte II

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O olhar de quem já tem uns anos desta vida não é animador. Ao virar a cabeça para cima na direcção do cume as dúvidas acentuam-se. Pela quantidade de gente que trepa e destrepa a falésia não parece difícil mas, para quem já sabe o que a casa gasta, não é a subida que assusta mas sim a descida.

Após breves momentos de reflexão decidimos subir completamente soltos (método utilizado por toda a gente que vi naquela montanha) e a coisa correu bastante bem.

São cerca de 100 m de trepada em que, de vez em quando, se utiliza a tracção às quatro rodas até à aresta final onde a vista para o lado norte nos tira a respiração a contenção é impossível. Todos os que ali chegámos e nos deparámos com a vista soltamos o grito do Ipiranga. É impossível guardá-lo cá dentro.

Desde aqui é apenas uma pequena caminhada sobre a aresta e...

O Luís Madeira merece um beijo. Afinal se não fosse ele não estaríamos todos aqui.

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(foto: Carlos Viegas)

O cume não deixa nada mais do que uma sensação de vazio que nos enche a alma. É tudo tão fantástico até ao último passo.

O resto do grupo foi chegando ao seu ritmo, tiraram-se as fotos típicas, comeram-se umas bolachitas e meia hora depois iniciámos a descida.

Esta fase mostrou-se mais fácil do que parecia e em 10 minutos estávamos em baixo, de novo em cima do glaciar.

A descida do glaciar fez-se a um ritmo alucinante com esquiadelas e escuadelas até que, em 1h45m, chegámos ao refúgio.

No fim fica sempre o gostinho de que sabe sempre a pouco e, sem querermos, os planos futuros ganham mais forma e consistência.

É já em Julho...

PS: Assim que tiver mais fotos coloco-as aqui num post só com imagens.

4 comentários:

Anónimo disse...

Sim senhor Graziel...
Tú é que a curtes toda!!!

Vê lá masé se aproveitas as tuas longas férias para treinares pq o ano o record do Carros de Foc vai tombar!!!!

Abraço
David

Ahraht disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
Ahraht disse...

Também fiz a minha conquista...3355 m de prazer chamado Monte Perdido. O meu primeiro "tresmil". Uma delícia. E que sensação.

Ahraht disse...

Sempre vais ao Aneto?