10/05/2005

Gravidade zero




É só para dar um cheirinho do que se andou a fazer pelas bandas da Serra da Estrela no fim de semana passado. Um grupo de oito mulheres, um guia engripado e muito boa disposição foram os ingredientes principais deste banquete de sol, cores e flores.

Mais uma vez fui testar as minhas capacidades de guia e levei este grupo a conhecer a Serra da Estrela como ela é, sem neve, sem queijos falsos e peles típicas vindas directamente de Marrocos, sem carros e sem gente. Para isso bastou afastarmo-nos 100 m da estrada asfaltada que a atravessa e descobrirmos porque é que alguém se lembrou de classificar aquilo de Parque Natural:

Saímos do Covão da Ametade pelas 13h, já com a barriga preenchida, rumo ao Covão Cimeiro. Nesta primeira subida deu para perceber que a aeróbica e o step ajudam mas é preciso lá ir mais vezes pois ouviam-se alguns lamentos. Com algumas paragens técnicas e a ajuda das muitas máquinas fotográficas que por ali se viam em menos de 45 minutos estávamos no Covão Cimeiro (não sei se as paragens para tirar fotografias foram genuinas ou se foram uma boa desculpa para recuperar o fôlego).


Mais uma paragem e algumas explicações sobre as redondezas e lançámo-nos à mais dura subida do percurso. Agora é que elas me matam, pensei. Mas não. Portámo-nos todos à altura e apesar de ser bem mais difícil os lamentos diminuiram, talvez já por falta de força e alento.

Nada que não se resolvesse com a animada tagarelice típica deste grupo animado e sem preconceitos. Finalmente chegámos ao fim das subidas de todo o percurso e deu para perceber que temos aqui malta rija. Há pano para mangas. Estas meninas mostraram de facto que o sexo forte não é o masculino.

Daqui já se avista o Vale da Candeeira e a Lagoa dos Cântaros.


E foi para lá que nos dirigimos. Chegados à lagoa seria sacrilégio não fazer uma pausa prolongada e foi assim que, embalados pelo concerto dado pelas rãs, nos deixámos quase adormecer, entregues ao sol e ao tempo.

Como que acordados a meio de um sonho levantámo-nos a custo e fizemos o regresso em passo largo. Fechámos o circuito novamente no Covão da Ametade já com o corpo a pedir algum tratamento e alimento. Eu principalmente que já estava com febre devido à inflamação da garganta.

O balanço foi muito positivo e despertou o bichinho da montanha. Os próximos projectos começam a ficar mais perto e o entusiasmo vai tomando conta do meu cérebro.
Assim que me chegarem mais fotografias prometo pô-las aqui. Até lá... e obrigado Catarina pelas fotos.

11 comentários:

manamagana disse...

Para guia engripado parece-me que me saíste uma cabra montês e pêras.
Também eu começo a ansiar pelos picos que nos esperam no Verão e a cozinhar os lamentos que a falta de step me vão arrancar à gargantinha (não inflamada, espero!).

beijos monteses, montanhacima e coraçãoabaixo
su

liliana disse...

olá!!
venho lembrar-te que é este sábado o encontro no cabo espichel entre as 9 e as 11horas, parece que se tem direito a t-shirt?!sempre vens?
já vi que te divertistes pela serra, sempre em movimento
beijos
liliana

Anónimo disse...

Como depois destas andanças o corpo agradece um bom repasto, honra seja feita à sugestão do engripado para o almoço de Domingo: restaurante “O Mário”, no Fundão…… (e a bela da Tiborna de bacalhau) …… Obrigada mestre (por tudo)!

Uma das 8 mulheres (kinky Afro brigade!!!)

Anónimo disse...

Foi um fim de semana muito divertido, o nosso guia dizia-se em baixo por estar engripado mas não pareceu nada ... Foram passeios lindos e revelaram-se personalidades e competências, quem não se lembra do "golo da uva" e do jogo do UNO à noite perante o vigilante atento da pousada da juventude... Obrigada Mestre por tudo e não te esqueças que ficou a hipotese de repetirmos...Uma das 8 mulheres (Ex Chymite actual Chau min brigade)

Anónimo disse...

Bendito o fruto entre as mulheres!
Paimica

ana ventura disse...

O HOMEM É MEU!

mãezita disse...

é assim mesmo Ana, lança o teu grito e reivindica a posse do homem da montanha. Ainda por cima chega-te a casa em mau estado, todo engripado...
Eu bem desconfiava durante os 9 meses que antecederam o dia 18 de Outubro de 1975 que ía parir um cabrito montez. (A avaliar pelas biqueiradas e murraças dentro da barriga...)
mãedocabritomontezengripado

Mário da China disse...

Ao Homem da Ana e ao Mestre das outras, vai um abraço, temos que combinar uma caminhada numa serra mais proxima.. talvez a Sintra..

Sara MM disse...

"mijeimarir" com o berro da Ana!!!

Anónimo disse...

Daniel...

Por indicação do Zé Maria, venho pedir-lhe algumas dicas (as que achar importantes, claro) para ir montanhacima pelo Monte Perdido.
Vou lá estar em Junho (princípios do dito).

o meu email é omura@hotmail.com
e o meu nome é João Mourão

Desde já os meus agradecimentos

Anónimo disse...

Oito mulheres e um Guia??????
Quando é que abrem as inscrições para curso de Guia? Este eu não perco!!!