a ponteapé



O dia em que acontece em Lisboa a Meia-Maratona é um fenómeno digno de nota, não pelo facto de se baterem recordes (não lhes retirando o mérito, claro) mas pelo facto de existir a Mini-Maratona. Eu diria mais: a mega-mini-maratona porque de facto, é preciso lá ir para ver a dimensão daquilo. É uma festa! Pergunte-se a uma grande parte dos 35 mil "corredores" porque é que ali estão e as repostas passam todas pelo mesmo ponto: a curiosidade de passar a ponte a pé e.. sem pagar. Os verdadeiros atletas andam por lá mas mal se notam. É de facto aquela massa humana eufórica e feliz por poder pisar terreno reservado a automóveis que dá algum sentido à coisa. Esqueçam os que levam a ilusão de fazer os 8 quilómetros que ligam o Garrafão à Praça do Império sempre a correr. Não é possível. Dizia eu, com alguma pretensão de sapiência, que lá em baixo em Alcântara isto começa a dispersar e a malta começa acelerar. Qual quê. Isto é para o povo se divertir. Foi em marcha, compacta que chegámos até à meta. Quem quisesse correr teria que ser um verdadeiro especilista em gincanas.
É assim que se passa um manhã diferente e tão diferente para alguns que provavelmente não se mexem durante os outros 364 dias do ano. Viva a mini-maratona e, para o ano, venham daí passar a pont(e)apé.

Comentários

Anónimo disse…
A malta quer ver as fotos em tamanho grande, pá!

Filipe
Sara MM disse…
Eu PASSO!
Não Passo a ponte-a-pé, nem fico no Paço do Concelho...
Apenas Passo estar no meio de 35 mil pessoas!
Não tenho feitio para multidões!!
Por isso foram bem-vindas as fotos para ver como é/foi/será.
BJs
Paimica disse…
Que saudades eu tenho. O caruncho atacou os meus sofridos joelhos e nem a mini pude fazer. Mas o bichinho roi cá dentro. Aquela festa e alegria de tanta gente e principalmente o desafio de fazer os 21km mais uns picos, que até eram os mais custosos, com o pessoal à beira dos passeios a gritar força, força. Como se a luta contra o tempo e os kms não fosse um misto de coragem e capacidade de sofrer e porquê? Porque sim, porque se quer chegar, porque se sente um imenso prazer no meio daquele sofrimento todo. Ou porque não tem explicação, só tem vontade e querer. Para a próxima tenho que lá estar.

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