23/07/2007

A Noiva

Como manda a tradição os casamentos celebram-se ao domingo e por isso lá fomos, como convidados, a mais uma cerimónia.

Os convidados foram só dois, eu e o Jorge e o noivo não apareceu. Mas mesmo assim celebrou-se com pompa e circunstância (e alguns nervos à mistura).



A Noiva é um rochedo com cerca de 120 m de altura que fica na Praia da Ursa, a norte do Cabo da Roca. Famosa pela sua rocha decomposta, amada e odiada por escaldores é um desafio que, apesar de fácil, tem o seu quê de adrenalina.

Principalmente para quem não tem muita experiência, ou nenhuma, em escalada clássica (que é o nosso caso).



A via inicia-se com um tramo vertical, bastante acessível e onde é muito fácil colocar material de protecção.



Continua por uma zona em travessia onde existem muito poucos pontos para colocar material. Há por lá um piton ferrujento...



Jorge a preparar-se para deixar a reunião antes do 3º largo.



Auto-retrato na reunião antes do 3º largo.



Jorge a iniciar o 3º largo. Único tramo vertical e de escalada propriamente dita.



A tão merecida vista lá do topo. À direita a pedra da ursa (onde também esteve uma cordada) e lá em baixo o areal da praia da ursa que nos aguardava para uma banhoca.



Croquis, muito simplificado, da via (não serve para escalar).

Já na praia vimos que estava um casal a rapelar na ursa. Provavelmente o Roxo e a Daniela mas não chegámos a confirmar.

20/07/2007

Parabéns João Garcia

Aqui fica o tributo do montanhacima ao nosso João Garcia pois hoje pelas 16:00 (12:00 em Lisboa) conquistou o K2, o seu 9º cume com mais de 8000 m.

Podem seguir a aventura no blog do Aurélio Faria (SIC).

06/07/2007

Perdiguero

Férias aqui em casa nem sempre significam descanso, mas sim mudar de ritmo e de ares. Assim foi o que fizemos.
Tenda na bagageira e lá fomos rumo aos pirenéus para que o Gaspar sentisse o ar rarefeito da altitude.


Dos 12 dias que lá passámos tirei um para somar mais um cume de 3000 m ao meu curriculum.

Juntei-me ao David Vaz e a mais 4 companheiros do clube Olímpico de Oeiras e, numa jornada única de 2000 m de desnível, subimos ao Perdiguero (3222 m).

Perdiguero (ao fundo à direita) visto do Vale de Estós


A ascensão inicou-se no camping Aneto, a 1200 m às 6:00.

2 horas depois avistámos o monte mas a umas 4 horas de distância.


Posets visto do collado ubago

O Perdiguero não é um cume difícil do ponto de vista técnico mas devido ao desnível a vencer bem como ao vento frio que soprava lá em cima a tarefa não se revelou fácil de todo.

Desde os 2700 m que o caminho é uma calçada onde os romanos deixaram as pedras mas não chegaram a assentá-las.


Aspecto da auto-estrada até ao cume


Aresta final, antes da rampa que dá acesso ao cume


David e Nuno na rampa final


David e eu no cume

Precisamente às 12:00 chegámos a meio do percurso. Agora faltava descer.