25/08/2006

Carros de Foc: Colomers

Imagens que falam por si:

Estany de Sant Maurici, que dá o nome ao Parque.


Os Nabos de Foc...
As agulhas d'Amitges vistas da porta do refúgio com o mesmo nome.
Não dormimos neste refúgio mas recomendo vivamente.
Sala de jantar do refúgio d'Amitges

O descanso de um dos guerreiros, junto ao refúgio Saboredo.
Refúgio de Saboredo.
O mais pequeno e menos acessível de todos.

Só a pé ou de helicóptero.

Lac llong, onde tomámos uma bela banhoca.

Finalmente o refúgio Colomers.

16/08/2006

Surf @ Guincho

Take off #1


Take off #2


Drop #1

Drop #2

Drop #3

Drop #4



A coisa não vai nada mal. Para quem começou há menos de 2 meses...


11/08/2006

Carros de Foc - Ernest Mallafré

O refúgio Colomina não é dos melhores onde já estive mas cumpre a sua função.

O pequeno almoço típico de chá, café com leite, bolachas maria e tostas com doce foi servido por volta das 8:00 da manhã.

A etapa deste dia é uma das mais duras pois passa pelo refúgio Josep María Blanc, que fica a uma cota inferior ao Colomina, volta a subir aos 2500 m e acaba no Ernest Mallafré a 1900 m.


Reflexos no Lac Colomina

Saímos a bom ritmo com a primeira subida a fazer-se em 30 min, até ao Col Saburó. A descida faz-se por entre vários lagos naturais com uma visão recompensadora do esforço. Mais uma vez sentimos que a paisagem é um bónus para aqueles que se aventuram.


1 dos lagos na descida do Col Saburó


Outro dos lagos na descida do Col Saburó


Lago do Refúgio Josep Maria Blanc

A chegada ao início da descida que dá acesso ao refúgio Josep Maria Blanc faz-se com estrondo. A vista que se abre em frente dos olhos é inacreditável. O refúgio está implantado numa pequena península, no meio do lago e é um dos refúgios mais fantásticos onde já estive até hoje. Infelizmente não iríamos dormir neste mas recomendo vivamente.


Almoçámos uns belos "bocadillos de jamon" com pão barrado com molho de tomate, típico na Catalunha.

Analisámos o mapa e apostámos em fazer um percurso alternativo que evitava ter de repetir, para trás, cerca de 2h do percurso já percorrido. O único senão é que implicava a subida ao Col de Valeta Seca e a descida ao vale com o mesmo nome vencendo um desnível de quase 800 m.

Arriscámos e valeu a pena.

Vale de Valeta Seca

Fomos os único grupo a decidir fazer o percurso por aqui e deu para perceber porquê. Apesar de ser um trilho mais curto tem a descida do Vale da Valeta Seca que dá trabalho que se farta aos joelhos.

Descida do Col de la Valeta Seca

Chegámos ao Ernest Mallafré em passo de corrida, debaixo de uns pingos de chuva que pareciam ter 1l cada um. Fizémos os últimos 15 minutos do percurso literalmente a correr montanha abaixo para 30 min depois de estarmos no refúgio o sol brilhar e deixar antever o cume do Encantats.

Els Encantats

04/08/2006

Carros de Foc - Colomina

Saímos de Boí no primeiro taxi 4x4 que parte às 8:00 da praça de Boí, em frente da Casa do Parque.

Para evitar a circulação automóvel desenfreada e descontrolada, em todas as Vilas periféricas, existe um serviço de taxis, em jipes Defender para 8 pessoas, que nos deixam dentro das fronteiras do parque. Custa 4,40 € por pessoa e funciona das 8h às 19h de 15 em 15 minutos.


Vale de Estany Llong

Quarenta e cinco minutos depois fomos largados no vale que dá acesso ao Estany Llong e ao Refúgio com o mesmo nome onde iria começar a aventura.

No refúgio apresentámos o documento que confirma o pagamento da inscrição na "Carros de Foc" e entregaram-nos o "forfait" e um saco/lençol para dormir nos refúgios. Desejaram-nos boa sorte e confirmaram, via rádio, o nosso início com o refúgio seguinte: Colomina


Parede com escaladores, embora não se vejam.


Lac Dellui

O percurso faz-se sem grandes dificuldades, sempre a meia encosta a logo do Vale de Dellui terminando num colo com o mesmo nome. É este o ponto mais alto da etapa.


Col Dellui

A subida ao Col Dellui foi a fase mais dura do dia e onde se viu bem quem estava em forma. Eu fiquei para trás a seguir as pegadas do David e do Jorge. De cabeça no chão a conquistar metro por metro na expectativa de que faltava só mais um passo.

É nestes pequenos desafios pessoais que a montanha se distingue das outras actividades. Nós estamos ali, a sofrer, porque queremos e gostamos. Somos viciados nessa dor e cansaço imcompreensíveis para quem não pratica.

Cada passo é uma conquista egoísta e não escondo o sentimento de superioridade em relação a quem desiste mais cedo. No fim sentimo-nos maiores a outros Homens sem termos conquistado mais nada para além de dores nas pernas. Não se explica, não se ensina e não se aprende. Ou se gosta ou não!


David, Miguel e Jorge

A recompensa foi merecida. Depois de atravessarmos o paredão de uma das muitas mini-barragens tivemos o tão merecido descanso e banho. O facto de ser proibido tomar banho nos lagos, embora lógico, passou-nos despercebido e só lá para o 4º dia, depois de sermos abordados pelos guardas do parque é que nos inteirámos do "crime" cometido. E a multa seria pesada, não fosse a compreensão do guarda.

Este primeiro banho tem um história de semi-congestão com semi-badagaio que fica para contar pessoalmente, aos que estiverem de facto interessados...


Por fim, empoleirado no cimo de um vale, à beira de mais um lago, lá estava a casinha de chocolate. Um refúgio curioso, todo em madeira, com janelas cor-de-rosa e uma vista de cortar a respiração. Cinco horas depois de termos partido, com a paragem de 1h30m para banho incluída, arribámos a Colomina e recebemos o segundo carimbo no forfait.

A noite começou cedo pois às 7h do dia seguinte tínhamos mais uma etapa: Colomina - Josep Maria Blanc - Ernest Mallafré.

Apareçam por cá que ainda faltam 4 dias...

02/08/2006

Carros de Foc - parte I

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As saídas para férias de montanha deixam sempre uma sensação, quase insuportável, de que nos esquecemos de qualquer coisa .

Passam-se semanas a planear, a sonhar, a verificar e na hora de fazer a mochila a vontade desvanece-se num ápice.

Será típico nos homens o não gostarem de mudanças? Talvez.

Desta vez foi pior pois resolvemos sair na sexta, a meio da tarde e com os neurónios ainda no trabalho. A partida de Odivelas, planeada para as 3 da tarde só se deu às 5 e nunca antes de um lanche no café do Daniel Silva, por baixo da casa do David.

Há que fazer uma espécie de “briefing” para o que se vai passar nos próximos 6 dias. Afinal nunca tínhamos estado juntos tanto tempo seguido e o tempo para planear foi passado à pressa. Estas pausas que antecedem uma actividade de montanha são como os intervalos nos filmes de terror. Desligam-nos das imagens anteriores para que possamos ter tempo de sintonizar o cérebro numa frequência bem mais baixa.

Assim foi a nossa saída para Espanha. Sem praticamente ouvir o rádio fomos conversando até que chegámos ao destino: Navalmoral, a cerca de 100 km de Madrid onde passámos a primeira noite.

Aqui já a sintonia da montanha estava afinada.

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A chegada ao Vale de Boí em pleno Vale d’Aran fez-se com a excitação de quem vê montanhas pela primeira vez. O entusiasmo mistura-se com o receio de que o tempo nos pregue uma partida ou de não estarmos à altura do desafio.

Montámos base no camping de Taüll a 3 km de Boi onde de apanham os táxis/jipe que nos levam às entranhas do Parque Nacional de Aiguestortes y Estany de Sant Maurici.

A tarde ainda era longa e resolvemos ir visitar a zona da barragem de Cavallers, zona famosa pela quantidade exorbitante de vias de escalada desportiva e clássica lá existente.

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À entrada do parque existe uma casinha de madeira com um senhor fardado e com a insígnia do parque à lapela, que nos indica quais os locais autorizados para estacionamento e nos entrega, para além de um panfleto com um mapa e regras de funcionamento do parque, um saco de plástico para trazermos para baixo o lixo que produzíssemos.

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O David e o Jorge, como se sentiam entorpecidos da viagem empreenderam um treino de corrida de cerca de 1h e 30 m, em estradas de montanhacima, montanhabaixo. Não fosse o dia seguinte demasiado "soft" assim tinham o aquecimento feito...
Vão trepando que a aventura continua...

01/08/2006

Prova superada


Conforme planeado completámos o circuito de Carros de Foc em 4 dias e meio.

Em breve estarão aqui as imagens e os relatos da aventura.

Vão espreitando.