30/06/2006

Carros de Foc

Carros de Foc é uma prova de montanha que tem como objectivo a ligação, pedestre, de 9 refúgios de montanha. Toda a actividade se desenrola em ambiente de montanha a altitudes entre os 1900 m e os 2700 m na zona do Parque Nacional de Aiguestortes, no Vale d'Aran, Pirinéus Catalães.

Existem duas modalidades para completar o circuito: "Sky Runer" e "Open". Na primeira é necessário completar o percurso em menos de 24 horas (estes catalães são loucos!!) enquanto que a modalidade "Open" não tem obrigações de tempo. Apenas obriga a que se passe por todos os refúgios e que se acabe no mesmo refúgio de onde se começou.

É fornecido, a cada participante que se inscreva, um "forfait" onde são carimbadas as horas de passagem por cada um dos refúgios:

O percurso totaliza uma distância de cerca de 55 km e um desnível acumulado de quase 7000 m.

É este o desafio que o montanhacima mais 3 compinchas estão a preparar para a temporada de 2006. Será entre 24 e 28 de Julho que andarei montanhacima, montanhabaixo...
Aqui está uma reportagem (em catalão) sobre um casal do Alasca com um puto que fizeram a prova.

02/06/2006

Veleta - Sierra Nevada



No fim-de-semana de 20 e 21 de Maio fui com dois amigos até à Serra Nevada. Foi uma viagem relâmpago só com o objectivo de subir ao pico Veleta (3400 m) pelo corredor da face norte.

Saímos de Lisboa na sexta-feira rumo ao Algarve onde passámos a noite. Sábado de manhã partimos para a Sierra Nevada onde chegámos por volta das 14 h. A caminhada até ao local de pernoita durou cerca de 2h30m. Escolhemos umas ruínas a 3100 m de altitude para pernoitar na esperança que os muros de pedra nos protegessem do vento. Infelizmente não foi assim e a partir das 9 da noite o vento começou a castigar os panos da tenda produzindo um ruído ensurdecedor que nos acordava de 10 em 10 minutos.



Acordámos, desta vez definitivamente, às 4 da manhã e foi à luz dos frontais que nos preparámos para a subida. Era impossível esconder o nervosismo pois tratava-se de uma subida muito técnica com inclinações de 60º a 65º e com uma vista para o vazio de cortar a respiração.

A falta de neve e a inclinação do corredor contribuiram para que a subida tenha sido feito a um ritmo acelerado pois o objectivo era estar o mínimo tempo possível exposto a uma eventual queda.

No fim do corredor sobe-se pela face sul por uma parede de rocha. Aqui são 80 m de escalada em rocha (III / IV grau) que acabam directamente no cume.



Às 8 h a nossa missão estava cumprida. Pode-se dizer que sim porque a descida faz-se por uma estrada asfaltada que dá acesso às pistas de esqui.

A fotogaleria com mais imagens está
aqui.