24/06/2005

De fugida

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Não há dia em que não pense numa qualquer viagem que gostaria de fazer ou montanha que gostasse de subir. É como se padecesse de uma doença que não me deixa pousar em definitvo num qualquer lugar. É por isso que subo e desço montanhas, é por isso que quero ir, sempre com tanta força.

Desta vez é mais a sério. Por sorte ou acaso vão ser quase dois meses de viagem com um destino à vista mas sem obrigações. Dubrovnik está na lista como ponto de viragem mas pelo meio haverá muita aventura.

Prometo dar-vos uns cheirinhos sempre que puder...

Dia 2 de julho já estarei algures sobre aquela linha verde que se vê no mapa.

Obrigado por me desejarem boa viagem...

22/06/2005

21/06/2005

Um desafio

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Fotografei este painel em Sintra e lanço aqui um desafio: dou um travesseiro da Periquita a quem descobrir onde é que o pintor que o pintou estava a ver este enquadramento.

Para que tem a vista mais cansada eu dou uma ajuda: do lado direito vê-se o palácio da Vila e, em cima, à esquerda está o palácio da Pena.

20/06/2005

Cem cumes num só dia

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É esta a proposta do CECB-Centre Excursionista de la Comarca de Bages que vai fazer cem anos.

A ideia é registar, no dia 17 de Julho, a ascensão simultânea a 129 cumes nos Pirenéus com mais de 3000 m de altitude por mais de uma centena de expedições.

Dêem uma espreitadela
aqui.

E se puderem vão até lá. Eu vou tentar subir a dois deles mas antes desta data: Aneto e Posets.

16/06/2005

Mais uma Conquista - parte II

...
O olhar de quem já tem uns anos desta vida não é animador. Ao virar a cabeça para cima na direcção do cume as dúvidas acentuam-se. Pela quantidade de gente que trepa e destrepa a falésia não parece difícil mas, para quem já sabe o que a casa gasta, não é a subida que assusta mas sim a descida.

Após breves momentos de reflexão decidimos subir completamente soltos (método utilizado por toda a gente que vi naquela montanha) e a coisa correu bastante bem.

São cerca de 100 m de trepada em que, de vez em quando, se utiliza a tracção às quatro rodas até à aresta final onde a vista para o lado norte nos tira a respiração a contenção é impossível. Todos os que ali chegámos e nos deparámos com a vista soltamos o grito do Ipiranga. É impossível guardá-lo cá dentro.

Desde aqui é apenas uma pequena caminhada sobre a aresta e...

O Luís Madeira merece um beijo. Afinal se não fosse ele não estaríamos todos aqui.

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(foto: Carlos Viegas)

O cume não deixa nada mais do que uma sensação de vazio que nos enche a alma. É tudo tão fantástico até ao último passo.

O resto do grupo foi chegando ao seu ritmo, tiraram-se as fotos típicas, comeram-se umas bolachitas e meia hora depois iniciámos a descida.

Esta fase mostrou-se mais fácil do que parecia e em 10 minutos estávamos em baixo, de novo em cima do glaciar.

A descida do glaciar fez-se a um ritmo alucinante com esquiadelas e escuadelas até que, em 1h45m, chegámos ao refúgio.

No fim fica sempre o gostinho de que sabe sempre a pouco e, sem querermos, os planos futuros ganham mais forma e consistência.

É já em Julho...

PS: Assim que tiver mais fotos coloco-as aqui num post só com imagens.

14/06/2005

Mais uma conquista - parte I

Para quem pergunta porque é que se sobem montanhas ainda não há resposta melhor do que: “- porque elas estão lá!” E assim foi. O Vignemal estava lá das três vezes que lá tentei ir e ainda lá continua mas, desta vez, eu também lá estive. Atingimos o cume às 9:00 do dia 12 de Junho, domingo.

Foi uma ascensão difícil principalmente porque começou em Lisboa às 5:00 da manhã e só terminou 4 dias depois, novamente em Lisboa às 20:00.

Chegámos a Gavarnie ao fim da tarde com o estômago a pedir reforço. Conseguimos um mísero jantar no único estabelecimento aberto naquela vila. As duas empregadas do restaurante pareciam directamente saídas de uma filmagem dos Monthy Python. Servidos de uma lasanha que, em situações normais, eu pagaria para não comer rumámos ao local de bivaque que fica no vale da barragem de Ousseou.

É aqui que ficam os carros e daqui para cima só a pé. São três horas até ao Refúgio de Bayssellance por entre ribeiras, cascatas, marmotas, neve e gelo.

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(foto: Luís Madeira)

Aos primeiros passos a dor nas pernas e a falta de ar fazem-nos questionar a razão de estarmos ali mas, ao levantar a cabeça para distrair os olhos fixos nas pedras do caminho as dúvidas dissolvem-se. A paisagem entra-nos na alma e no corpo pelos poros da pele, narinas, olhos e ouvidos, com a intensidade de um trovão. É impossível não ser tocado pela magia desta terra...

Chegámos ao refúgio por volta das 11 da manhã numa cadência própria do andamento de cada um. Quem chega primeiro dá as boas vindas ao seguinte como quem recebe um amigo na sua própria casa. E é assim cada vez que chega mais alguém.

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(foto: internet)

Tendo a tarde toda pela frente fez-se um reforço alimentar e seguimos de mãos nos bolsos até ao cume mais próximo que é o Petit Vignemale (3019 m). Em hora e meia estávamos a chegar de novo ao refúgio já com a chuva a apressar-nos o passo.

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(foto: Luís Madeira)

Aos relâmpagos sucediam-se os estrondos dos trovões, ecoados pelos montes, que não anunciavam nada de bom. As nuvens desciam e passavam a roçar as paredes do refúgio como que a avisarem de que ali quem manda são as forças da natureza.

Já se notava nos rostos de alguns a apreensão de quem investiu tempo e dinheiro num objectivo que seria a primeira vez para poucos e a terceira ou quarta para muitos.

O jantar dissipou a ansiedade pois a algazarra típica, o cheiro e a fome ajudam a esquecer, por momentos, o porquê da nossa presença ali.

É à hora do jantar que um refúgio de montanha atinge o seu clímax. Somos saudavelmente forçados a partilhar mesas e conversas tornando todos parte de uma mesma família. Gentes de várias nações que ainda vão para a montanha ou que já vêm dela. Quem entra nessa hora sente-se deslocado, como se estivesse a interromper um jantar de família na ceia de Natal

O recolher faz-se cedo até porque no dia seguinte a alvorada é às 5:00 da manhã. O tempo é mais estável de manhã e como grande parte do percurso se faz sobre um glaciar quanto mais cedo mais frio está e portanto mais duro está o gelo facilitando a progressão e diminuindo os riscos.

Por outro lado prevê-se uma romaria de cerca de 80 pessoas ao cume, a ver pela lotação do refúgio, o que aumenta o risco de acidentes e de queda de pedras na trepada final.

Tomámos o pequeno-almoço pelas 5:30 e saímos às 6:00. A manhã estava limpa, sem vento e o céu adivinhava um dia soalheiro. Todas as dúvidas quanto ao estado do tempo se desvaneceram e já se via um ligeiro esboçar de sorrisos no rosto de cada um.

Quando chegámos ao glaciar já se vislumbravam muitos pontos negros semeados pela montanha fora. Afinal não tínhamos saído assim tão cedo e já havia muita gente a passear pela “avenida”.

A travessia do glaciar correu sem sobressaltos muito devido à excelente qualidade em que se encontrava a neve. As fendas estavam cobertas e o gelo bastante sólido facilitando muito a progressão.

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(foto: Luís Madeira)

Seguimos, já com o objectivo ao alcance da vista, até à base da falésia de rocha que antecede o cume. São cerca de 100 m de trepada com muita emoção à mistura. As muitas pessoas que já subiam e desciam faziam lembrar os pinos de um jogo de bowling à espera que um qualquer pedregulho os derrubasse num “strike” assustador.

Curioso é que de todos os que aqui estavam nós éramos os únicos com um capacete na cabeça...

09/06/2005

Dica da semana



Aqui fica uma crónica bem ao género de uma dessas revistas que apelam ao “vá para fora cá dentro”.

Assim foi o que fizemos na passada 3ª feira em que os trabalhadores do concelho de Oeiras tiveram direito a feriado municipal.

Saímos de casa por volta das 9:30 de chapéu-de-sol, toalha e farnel rumo à Praia Grande. Depois de umas horas a lagartar ao sol saímos, por volta das 13:00, com o objectivo de chegar a Torres Vedras a tempo de ver a famosa porca, tão falada no papeisportodolado.

Passámos pela Ereiceira e reforçamos o farnel no bar do Ribeira d’ilhas Surf Camp, na praia de Ribeira de Ilhas saindo de barriga cheia e com o sol a queimar as pestanas em direcção à terra dos pastéis de feijão.

Visitado o centro de Torres Vedras e a famosa porca (que hoje deve estar em Viseu) saltámos directamente para a costa e caímos na Areia Branca para, depois de uma banhoca e uma soneca na praia nos refastelarmos com o melhor dos pitéus: as batatas fritas de Vale Frades.

Como dizem os surfistas aquilo é um “secret spot” e é só para quem merece. Não posso revelar a localização sob pena de se perder o encanto e genuinidade da coisa.

Voltei no dia seguinte ao trabalho com a sensação de que tinha passado uma semana de férias. Não vale a pena gastar fortunas no psicólogo. Basta um dia assim que a vida parece logo mais fácil. E está mesmo aqui ao lado, ao alcance das nossas mãos. É só agarrar numa qualquer agenda cultural de uma qualquer cidade do país e misturá-la com gastronomia, sol e água salgada que se obtém um prato cheio de coisas boas que nos fazem bem ao corpo e à alma.

Vá lá... larguem o teclado e vivam a vida lá fora que ela está à vossa espera.

Eu vou até ali aos Pirenéus e já venho.





(fotos de Ana Ventura)

08/06/2005

Quebrar a rotina

Este é um texto para não deixar adormecer o bicho. Eu sei que a coisa tem andado meio parada mas é assim quando os planos de viagem nos ocupam o espaço que existe entre as orelhas.

Fica aqui a promessa de vos contar a estória de um feriado bem passado e que sairá, aqui, ao estilo de dica da semana para quebrar a rotina.

Amanhã haverá novidades... passem por cá!